Acessibilidade em Piscinas: Como Deve Ser uma Piscina Acessível

Entrada facilitada é o item número 1 da piscina acessível
Entrada facilitada é o item número 1 da piscina acessível

Uma piscina acessível promove diversão, socialização, relaxamento corporal e exercícios físicos saudáveis para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e portadores de necessidades especiais.

O objetivo é trazer facilidade e segurança para pessoas com diferentes características físicas; capacidades de locomoção, e compreensão de espaço.

Entrada facilitada é o principal

O principal item de acessibilidade é à entrada da piscina; que deve facilitar o acesso e aumentar a segurança dos banhistas. Degraus e rampas com dimensões específicas serão o meio de acesso à água; outra opção são os elevadores para piscina.

Saúde física e emocional garantidas

A lista de atividades físicas que podem ser praticadas é animadora: natação; hidroginástica; shiatsu; ioga aquática; entre outras. Essas práticas garantem saúde física e emocional para os banhistas, combatendo dores crônicas no corpo e estimulando a circulação sanguínea.

Fotos da piscina acessível

Norma ABNT para Piscinas Acessíveis

A piscina deve ser construída de acordo com a norma 9050/04 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a lei número 10.098, regulamentada pelo decreto 5.296/2004. Os principais itens apresentados na legislação tratam de rampas e escadas de acesso, pisos antiderrapantes e atérmicos, bordas arredondadas e corrimão perimetral de apoio.

(Atualização) A norma passou por atualização em 2020, mais informações no link a seguir: https://guiaderodas.com/emenda-1-da-nbr-9050-o-que-mudou/

A contratação de mão de obra especializada para realizar a obra é fundamental. Construir a piscina em concreto armado é a indicação dos profissionais em acessibilidade; pois com esse método construtivo se torna mais fácil fazer adaptações, instalar revestimento antiderrapante, rampas e escadas de acesso.

Como é uma piscina acessível

Algumas características da piscina acessível:

  • Rampas: deve possuir largura de no mínimo 1,20 m (o ideal é 1,50 m); e inclinação transversal de no máximo 3%.
  • Escadas: a estrutura ideal é em concreto armado, deve ser incorporada a piscina com degraus submersos, e o revestimento deve ser antiderrapante.
  • Degraus submersos: devem ter pisos de no mínimo 0,46 m, e espelho com altura máxima de 0,20 m, assim é possível que o usuário sente.
  • Bordas e degraus: devem ter acabamento arredondado.
  • Profundidade: o ideal fica entre 1,20 e 1,40 m, o objetivo é o usuário ficar conseguir ficar em pé confortavelmente. Piscinas com profundidade gradativa deverão ser demarcadas de forma visual e tátil.
  • Pisos: devem ser antiderrapantes, tanto no interior quanto ao redor da piscina.
  • Corrimão perimetral de apoio: corrimões triplos bilaterais devem ser instalados ao lado dos degraus, com alturas de 0,45 m, 0,70 m e 0,92 m, prolongando-se 0,30 m para o lado externo da borda da piscina.
  • Aquecimento: recomenda-se temperatura elevada, para melhor conforto térmico dos usuários.
  • Tratamentos químicos da água: recomenda-se uso de aparelhos alternativos, como esterilizador ultravioleta, salinizador, gerador de ozônio e ionizador. O que permite eliminar quase por completo o uso de cloro, evitando alergia em pessoas mais sensíveis.
  • Elevadores: há no mercado opções de elevadores que levam o usuário de cadeira de rodas para dentro da piscina. Apesar do custo maior é uma excelente opção para piscinas já construídas, evitando grandes reformas.

Baixe o manual completo da norma 9050 da ABNT.
http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/uploads/1596842151Emenda_1_ABNT_NBR_9050_em_03_de_agosto_de_2020.pdf

Com colaboração do Blog Acessibilidade na Prática.

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